Primeiro livro de Lucius de Mello*
(Editora Maltese) 1995
Resolvi falar deste livro em especial, no primeiro dia de minhas postagem a respeito de resenhas literárias, por ser um livro de grande importância em minha vida, ou melhor, por ser uma obra muito boa de se ler, e também por sua contribuição para a minha futura vida como leitor. Li o livro pela primeira vez em 1997. Peguei-o emprestado na Biblioteca Municipal de Santarém (Biblioteca Paulo Rodrigues dos Santos _Casa de Cultura) onde por muita insistência tinha carteira de sócio desde os meus 9 anos. Daquela Biblioteca, onde nunca mais estive desde os 18 anos, tomei algumas dúzias de livros emprestados... Confeço agora! roubei dois, mais por vaidade de tê-los em casa do que pelo valor literário da obra. Relutei em abandonar os clássicos infantis, mais o fiz, e em minha primeira empreitada no mundo do romance adulto, encontrei em uma prateleira de romances brasileiros, uma novidade recém-chegada.... queria que meu primeiro livro adulto, fosse novo, e esse era, e tinha um título inusitado... Um violino para os gatos, e era um livro de contos. Li em dois dias e adorei. Adorei mais ainda o conto que dava nome ao livro... era atual, diferente, comum e tinha uma linguagem nova, um clima atraente, misterioso, saboroso de descobrir a cada pagina virada, um visão mais elaborada e mais esclarecedora a respeito da natureza do homem e das suas relações. O modo de escrever e de compor cada personagem me fez acreditar que tinha chegado tarde àquelas prateleiras do fundo da Biblioteca... Mas, tinha feito uma boa escolha. Este livro me abriu os olhos para uma literatura ousada, forte, mas delicada e linda de se ler... O meu eu leitor havia crescido, deixado a infância e virado homem....
Quando
vi a oportunidade de resenhar um livro, lembrei-me de imediato de “ Um
violino para os gatos” , pois imaginei que assim como ele foi um marco
para mim, também poderia ser uma boa opção de literatura inteligente
para muitos jovens... Tomara que ele realmente seja. Desde aquela
época, já sabia, ou aprimorava a ideia de que um livro tem sim, a
capacidade de mudar a vida de uma pessoa...e de lhe apresentar uma nova
forma de observar e entender o mundo, foi assim com “Um violino para os gatos” e com muitos outros que apareceram depois...
Léo Mota
mota.mota@bol.com.br
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